– CRÓNICA DE DAVID PINTO
O Rally de Portugal voltou a demonstrar porque é considerado um dos maiores eventos desportivos realizados em Portugal e uma referência incontornável do calendário internacional do automobilismo, comparável a Fórmula 1 e ao Moto GP que se realizam no Algarve.
Ao longo de vários dias, milhares de aficionados e amantes dos desportos motorizados acompanharam a prova nas Regiões Centro e Norte de Portugal, enchendo classificativas numa verdadeira celebração do território, da emoção e da paixão pelo desporto motorizado e especificamente pelo rally.
Mais do que uma competição, o Rally de Portugal representa uma extraordinária montra para o País e, em particular, para a Região Centro. As imagens das nossas paisagens, da nossa capacidade organizativa, da hospitalidade das nossas gentes e da riqueza natural da região chegam a milhões de pessoas em todo o mundo, reforçando a notoriedade do território e o seu potencial turístico e económico.

Desportivamente foi uma prova com vários líderes, com emoção desportiva e incerteza no resultado final, cuja vitória deu um novo alento à Hyundai, que através do Belga Thierry Neuville ganhou a nossa prova, e pela primeira vez este ano deu a vitória à Hyundai, acabando com o domínio da Toyota até agora e “vingando” o erro que cometeu no Rally da Croácia (que deu a vitória ao Japonês Katsuta da Toyota), aproveitando o furo que Sebastian Ogier sofreu na penúltima especial, onde perdeu a liderança ao mudar um pneu em plena especial.
O Rally de Portugal traz assim um (pequeno) equilíbrio ao Mundial de Ralis, que de facto precisa de mais marcas e de mais concorrentes, para aumentar o espetáculo, a competitividade, a emoção e o interesse desportivo e comercial.
Foi um excelente rally, que nem os acontecimentos insólitos (e inesperados) na nova versão (mais espetacular) de Arganil, nem a chuva, beliscam a organização do ACP nem o entusiasmo dos muitos aficionados e amantes do Rally.
Para 2027 algumas alterações estão a ser preparadas, com a mudança do Parque de Assistências e “quartel-general” para a Cidade de Viseu, que pode trazer mais novidades ao nível do percurso, mas que de certeza irá continuar a ser um grande evento Nacional e Internacional e que a nossa Região Centro e o nosso País não podem perder.

